quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os ensinamentos de Marina Silva nas eleições de 2014.

Marina Silva ensinou muitas coisas nessa última eleição de 2014, aliás, ela apenas confirmou o que muitos, sobretudo, a classe política, já sabiam: não há espaço para ingenuidade no mundo político, em especial, numa campanha eleitoral.

Primeiro ensinamento: Marina achou que tempo de tevê é algo não tão importante. Essa crença se alimentou do pleito de 2010, no qual ele teve ainda menos tempo e mesmo assim obteve uma bela votação, surpreendendo. Mas o que ela não entendeu foi que em 2010 ela nunca chegou a ameaçar a polarização; a ameaça em 2014 a colocou em uma luta desproporcional, haja vista as armas de seus adversários. Segundo ensinamento: evitar subir no palanque de candidatos a governador de outros partidos, isso em nome de uma suposta coerência exigida, mas não reconhecida, pelos seus eleitores potenciais; ela achou que a coerência seria uma boa moeda de troca em um País de eleitores despolitizados. Terceiro ensinamento: ter lançado um programa de governo e, principalmente, de tê-lo corrigido algumas vezes após publicá-lo; dizer o que pretendia fazer foi mostrar onde deveria ser atacada, até porque ela já conhecia nesse momento da campanha o modus operandi da coligação candidata a reeleição (que não cometeu o mesmo "erro").

Marina Silva, por fim, ensinou o que todo mundo já sabe: os políticos são reflexos dos seus eleitores, eleitores esses que se esforçam para exigir aquilo que eles próprios não foram (ou não são) capazes de fazer - boas escolhas.

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